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T-shirt de expressão

Destaques / Tendências / 19 Fevereiro, 2016

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Unkosher-Market-Vodka-Latkes-T-Shirt-48Ainda que seja um território em constante transformação – não fosse esta a verdadeira tela branca das tendências de moda –, a mais recente investida da estampagem de t-shirts é um revivalismo de tempos idos: os slogans políticos estão de volta e são embainhados por mulheres que usam o coordenado como tempo de antena.

Depois das t-shirts referentes a ícones culturais (ver O que diz a sua t-shirt?) e do impacto das redes sociais no dia a dia das novas gerações (ver Básicos em jogo), passando ainda pela intervenção da marca Unkosher Market – que trata com humor a cultura judaica e suas expressões ídiche (ver T-shirts kosher) –, surgem agora as peças com pendor político.

Nas últimas semanas foi assunto uma empresária e ativista de defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais transgénero e que estampava t-shirts com o slogan “Gay is OK”, em Myanmar; a informação de que a French Connection havia tomado a decisão de ressuscitar o seu branding “Fcuk” dos anos 1990; e a história de um homem egípcio de 20 anos detido, sem acusação ou julgamento, por vestir uma t-shirt com a frase “Nation without torture”.

Mais recentemente, foi ainda divulgada a notícia de um grupo de adolescentes no Arizona que se agrupou para (quase) formar com as suas t-shirts um termo de pendor racista (Ni**er) – fotografando e publicando o ato nas redes sociais, que foi sujeito à reprovação dos internautas.

 

Em campanha

Steven Fielding, professor de história política da Universidade de Nottingham, refere que os políticos, por exemplo, empregam o slogan nas t-shirts precisamente porque chamam a atenção e tendem a produzir resultados.

«Quando Caroline Lucas usou a t-shirt “No more Page Three” teve atenção e a cobertura da imprensa – e fez com que as pessoas comentassem. As pessoas nem sempre ouvem os discursos dos políticos, mas podem relacionar-se com uma t-shirt», referiu ao jornal The Independent.

As t-shirts têm uma longa história como objetos de protesto e de divulgação da mensagem política. O candidato presidencial americano Thomas E. Dewey foi um dos primeiros defensores, quando, em 1948, produziu a t-shirt “Dew it for Dewey” para apoiar a sua campanha. E, embora a t-shirt não lhe tenha garantido o lugar, teve o impacto suficiente para que os apoiantes de Dwight D. Eisenhower adotassem uma tática semelhante quatro anos depois (“I like Ike”).

Agora é impossível imaginar uma campanha sem mares de t-shirts, sejam eles “Bern baby Bern”, “Hillary is my home girl” ou, por outro lado, “I ain’t voting for Monica’s ex-boyfriend’s wife”.

 

No Merchandising. Editorial Use Only Mandatory Credit: Photo by ITV / Rex Features ( 759507CS ) 'Razzmatazz' TV - 1984 - Wham, George Michael ITV ARCHIVEContracorrente

Nos anos 70 e 80, a t-shirt com slogans estampados ganhou acordes de rock’n’roll, com designers como Vivienne Westwood e Katharine Hamnett a encontrarem ali uma oportunidade de desafiar o status quo em vez de apoiá-lo. Hamnett, em particular, tornou-se famosa por um “ativismo de alfaiataria”, com slogans que vão desde o geral “Choose life” ao histórico “Stop war, Blair out”. Numa ocasião notável, a designer usou ainda uma peça para fazer uma declaração antinuclear – “58% don’t want Pershing” – durante uma reunião com Margaret Thatcher.

 

Mais recentemente, o design da Fawcett Society “This is what a feminist looks like” mostrou-se uma forma inteligente de desafiar os preconceitos que cercam o feminismo e de, ao mesmo tempo, recrutar um verdadeiro exército de apoiantes para espalhar a palavra.

Ao que tudo indica, não estará para breve o abandono do slogan – exceto para o grupo de adolescentes do Arizona que, por esta altura e com uma petição assinada por 50.154 pessoas para conseguir a expulsão das alunas da escola, já terão aprendido a lição.

 



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19 Fevereiro, 2016   
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