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Refive quer voar alto

Destaques / Marcas / 18 Julho, 2017

Com as primeiras propostas a chegarem aos pontos de venda apenas em setembro, a Refive está a afirmar-se no mercado de moda. A marca lançada por Rui Silva, ex-administrador da Ricon, tem a ambição de ultrapassar as fronteiras nacionais já com a próxima coleção e Espanha deverá ser o primeiro passo nesta conquista da Europa.

Chama-se Refive e, embora seja apenas uma recém-nascida no mundo da moda, tem ambições de “gente grande”. A nova marca surgiu no seio da Revive – Distribuição de Moda, uma empresa criada há um ano por Rui Silva, ex-administrador da Ricon, que conta com o pai Américo Silva, fundador da Ricon, como consultor estratégico de negócio.

Dedicada a um público feminino e masculino entre os 20 e os 60 anos, a Refive respira o espírito casual-chic, combinando design, tendências de moda e qualidade superior com preços médios.

Um conceito que conquistou 75 pontos de venda em Portugal (incluindo ilhas) logo na primeira coleção, dedicada ao próximo outono-inverno 2017/2018. «Sendo uma marca nova, num mercado altamente competitivo, havia aqui alguns pontos de interrogação que era importante ultrapassar», referiu o diretor financeiro Pedro Pinho, durante a visita do presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, no âmbito do Roteiro Made In. «Em Portugal, a nível de pontos de venda, estaremos a 85% a 90% na capacidade limite, não em volume de vendas – havemos de lá chegar – mas a nível de número de clientes», explicou Pedro Pinho.

Primeira escala: Espanha

Com o primeiro objetivo ultrapassado, a marca está a dar o segundo passo na sua estratégia. «Estamos a fazer as vendas desta coleção, para a primavera-verão, que deverá chegar às lojas em março de 2018. Nesta altura o ideal é angariar mais clientes do que aqueles que já temos», apontou o diretor financeiro, adiantando que «vamos internacionalizar a marca para Espanha. Amanhã já temos reuniões com clientes espanhóis para vender esta marca no mercado espanhol, que será o segundo mercado».

As baterias estão também apontadas a outros mercados europeus, como França, entre contactos diretos e a presença em feiras profissionais como a Pitti Uomo. «Estamos a fazer prospeção de contactos com possíveis parceiros», revelou Rui Silva ao Portugal Têxtil.

O projeto da marca ocupa diretamente uma equipa de 11 profissionais, desde a área administrativa e financeira ao design, desenvolvimento de produto e controlo de qualidade. «Era importante ter as pessoas certas, a ideia do negócio e a localização», explicou o administrador Rui Silva.

«A parte das pessoas foi relativamente fácil, porque são as pessoas com quem tinha trabalhado anteriormente no Grupo Ricon, pessoas com experiência, pelo menos nas áreas principais». Uma equipa em crescimento, uma vez que, avançou o administrador, «brevemente vamos chegar às 15 pessoas, está previsto mais elementos para a área de design, acompanhamento de clientes, modelistas, controladores de qualidade».
A produção, essa, é realizada em regime de subcontratação, sobretudo em Portugal e, mais precisamente, na região à volta de Vila Nova de Famalicão. «95% é feita em Portugal. Os outros 5% são feitos na China, para um produto específico e de preço».

A localização para a sede da empresa, de resto, foi pensada ao pormenor, confessa o administrador. «A maior parte dos nossos parceiros – fornecedores de matérias-primas, lavandarias, confecionadores – pertence ao concelho de Vila Nova de Famalicão ou concelhos vizinhos e as infraestruturas e as vias de comunicação também são boas», destacou, acrescentando ainda a mais-valia dos recursos humanos da região.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, a Refive é «a mais recente razão para nos continuarmos a afirmar preponderantes naquilo que é o sector têxtil a nível regional. É bom perceber que a empresa tem já uma expansão nacional, tem esta ambição a partir do próximo ano de chegar ao primeiro passo na estratégia de internacionalização, de ultrapassar fronteiras e chegar a outros mercados, mas também há aqui sobriedade e um sentido de cautela para que a expansão não seja desmedida e não traga consequências menos boas para a empresa – expansão sim, mas de uma forma racional e sustentada», pelo que «é uma empresa da qual se há de falar muito no futuro», acredita Paulo Cunha.



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18 Julho, 2017   
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