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Quem fez as suas roupas?

Destaques / Eventos / 16 Abril, 2015

Fashion-Revolution-Day-4 frd_posters21A iniciativa Fashion Revolution Day pede às pessoas que se mobilizem nas redes sociais por uma causa: dar a conhecer o início da cadeia da moda e centrar as atenções nos elementos mais vulneráveis da indústria. O pedido é simples: tirar uma selfie e partilhá-la com a hashtag #whomademyclothes (quem fez as minhas roupas).

Já na sua segunda edição, a campanha Fashion Revolution Day (FRD) propõe um “ativismo de hashtag” que, segundo alguns, pouco efeito surte junto dos grandes patrões da indústria.

Realizada no dia em que se deu o colapso da fábrica Rana Plaza, em Savar, no Bangladesh, a 24 de abril de 2013, a FRD incentiva os participantes a tirar uma selfie mostrando a etiqueta das suas roupas e questionando a marca sobre quem fabricou as peças. Pode uma campanha de hashtag causar mudanças significativas na indústria da moda?

Ruth Stokes, autor do “The Armchair Activist’s Handbook”, diz que se uma campanha é capaz de aumentar a consciência e alcançar pessoas que, de outra forma, não estariam envolvidas, então é porque surte efeito. O desafio é traduzir esta consciencialização em ações práticas no mundo real, como a alteração de comportamentos e leis, referiu ao The Guardian.

A cofundadora da campanha, Orsola de Castro, revelou que o nível de participação no ano passado «foi uma surpresa», tendo algumas das principais revistas de moda dado cobertura à história, caso da British Vogue e da Marie Claire.

Note-se que, este ano, a FRD mudou de hashtag. No ano passado era #insideout, depois da Pixar assumir a mesma designação para a antecipação do filme de animação da Disney “Inside Out”.

Para Stokes, uma mudança significativa na indústria da moda pode começar com esta campanha, mas deve ir além dela. O melhor tipo de ativismo envolve «mudança nas esferas pessoais e públicas», afirmou àquele jornal.

É aí que Orsola de Castro e o resto da equipa da FRD têm uma vantagem: todos possuem uma carreira longa na moda.

A FRD tem outro ingrediente que o vice-presidente para os negócios e causas sociais da Edelman, Aman Singh, considera essencial numa campanha bem-sucedida: encontrar apoiantes que envolvam todos os sectores.

«São precisos grandes nomes dos meios de comunicação, das empresas, do governo e da economia», aponta Singh. Até agora, os apoiantes da FRD incluem jornalistas, professores, designers, políticos e nomes como a produtora Livia Firth e a modelo Christy Turlington.

Orsola de Castro refere ainda que a iniciativa do ano passado ganhou muito mais do que tweets: a campanha desencadeou colaborações durante todo o ano com a União Europeia, a Fair Trade Advocacy e a industriALL.

Marcas como a Eileen Fisher, G-Star Raw, Esprit e M&S também já mostraram o seu apoio à campanha.

 

Fonte: The Guardian

Tags: Eventos, Campanhas, Redes Sociais

Autor: Bárbara Matias



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