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Os tempos e os logos

Destaques / Tendências / 17 Março, 2016

Logos The GuardianAlgumas marcas de streetwear, como a Palace e a Pear Shaped, estão a recuperar tempos idos, nos quais as marcas usavam e abusavam de logotipos, slogans e assinaturas para ironizar aspetos como a falsificação ou objetos banais do quotidiano. Hoje, e cada vez menos crente no status, uma nova safra de consumidores exibe orgulhosamente os estandartes das insígnias – sejam eles quais forem.

Em outubro, o designer Gosha Rubchinskiy desfilou na passerelle da parisiense Vêtements uma t-shirt que trazia o logotipo da empresa de logística DHL. Este foi um momento particularmente fora da caixa, mas fundamental na cena atual do streetwear. O insólito reuniu, também, as ideias da marca de utilidade, reciclagem e rebeldia.

De acordo com o Demna Gvasalia, o ethos da marca é marcadamente «anti-high end» e preenchido com os «resíduos da vida real». «Sou motivado pela confeção de roupas que sejam usáveis e financeiramente acessíveis – pela moda que tem um lugar no mundo real», disse à data o designer ao The Guardian.

As implicações mais vastas estão a ser sentidas no streetwear atual com as novas coleções da Palace, Pear Shaped e Opening Ceremony – marcas que estão a usar imagens retiradas do quotidiano para dar corpo às suas peças.

PalaceComo exemplo, uma das sweatshirts da coleção primavera-verão 2016 da Palace surge estampada com um logotipo similar ao do PayPal (Pally Pal), enquanto a nova coleção da Pear Shaped, denominada “Factory Settings”, apresenta uma t-shirt com um velho telemóvel Nokia 3310. A Opening Ceremony, por sua vez, dedicou a coleção à Kodak.

Esta nova abordagem à logomania evoca o final da década de 90, quando as falsificações de moda irónicas, como a Praduh e a Tom Bored, ganharam popularidade.

Na altura, aquela era uma mentalidade pós-recessão que rejeitava o luxo e procurava fazer uma declaração com falsificações óbvias de determinadas marcas, pois as “verdadeiras” eram inacessíveis.

Tal como a cantora Adele usou um telemóvel flip no vídeo de “Hello”, estas marcas de streetwear estão a aproveitar os logos de objetos do quotidiano para ilustrarem os seus próprios objetivos – trata-se, de acordo com este quadro concetual, de rejeitar a ideia de que uma marca de moda gera qualquer tipo de status.



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