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Destaques / Eventos / 9 Novembro, 2016

menswear5Na recente edição do evento FashionistaCon, os especialistas em menswear debateram o futuro da indústria, reservando ainda tempo nas suas intervenções para analisar a evolução da semana de moda masculina de Nova Iorque.

Na passada sexta-feira, a conferência “How to Make It In Fashion”, integrada no evento FashionistaCon, em Nova Iorque, reuniu um grupo de influentes entusiastas e especialistas em menswear que discutiu o futuro da indústria.

O interesse pela moda masculina escalou praticamente há uma década (ver Menswear, o começo), estimulado pela popularidade de plataformas de street style como a “The Sartorialist”, websites como o “A Continuous Lean”, bem como de publicações de streetwear como a Hypebeast.

«A moda costumava ser contornada pelos homens», observou o designer Todd Snyder. «Acho que estes estereótipos e barreiras estão lentamente a ser derrubados», reconheceu.

Uma opinião partilhada por Lawrence Schlossman, diretor de marca na retalhista Grailed. «Os primeiros blogs, em 2009, 2010, conquistaram os homens ao abordarem a moda da mesma forma que abordavam temas como carros e relógios – isto é, “de onde vem e como foi feito?”. De uma forma muito tátil», afirmou Schlossman.

Com o mercado do vestuário para o homem em expansão, os analistas ressalvam uma mudança nas influências e inspiração do segmento, incluindo o declínio aparente do fato tradicional. Tom Kalenderian, vice-presidente executivo e responsável pelo merchandising masculino na Barneys New York, defendeu que o fato não morreu, apenas evoluiu. «Os fatos não estão mortos, os homens apenas estão a usá-los de forma diferente», admitiu Snyder, acrescentando que os homens optaram por combinar alfaiataria com apontamentos desportivos, como as sapatilhas e as sweatshirts.

Já Jacob Gallagher, editor de moda masculina na “Off Duty” do Wall Street Journal, ressalvou o afastamento daquela indústria em relação à «sobrecarga do maximalismo». «Quando se trata de moda, estamos a assistir a uma espécie de renascimento do minimalismo», explicou Gallagher, referindo os designs dos anos 1980 de Yohji Yamamoto e da Comme des Garçons e da Jil Sander na atualidade.

menswear3Embora Kalenderian tenha apontado um regresso à simplicidade, destacou também a cultura jovem e o impacto de redes sociais como o Instagram como as principais fontes de inspiração para as tendências e designers emergentes.

Além do minimalismo, Gallagher mostrou-se sedento por mais inovação, especialmente no vestuário. «Apesar de o calçado desportivo ser cada vez mais tecnologicamente avançado, o restante coordenado ainda é feito com as fibras que usávamos há décadas», afirmou. «Gostaria de ver aquilo que a Nike e a Adidas estão a fazer no calçado estender-se a todo o guarda-roupa, porque gostava que as nossas roupas funcionassem melhor», revelou.

A maior preocupação, no entanto, na cena da moda homem atual tem que ver com a organização da New York Fashion Week: Men’s. Se há quem defenda que as transformações ocorridas na passerelle – com desfiles mistos e sincronizados com as estações – estão a beneficiar as mostras masculinas (ver A ala masculina agradece), na recente edição do evento FashionistaCon 2016 a maioria das intervenções pareceu apreensiva, sobretudo em relação ao futuro do certame nova-iorquino dedicado ao menswear.

menswear1Se o recente anúncio de que a Raf Simons vai participar na próxima edição trouxe uma nova onda de excitação ao evento lançado em 2015, DeLeon aponta que «muitos dos melhores designers de moda masculina americanos não encontram mais-valias em mostrar na NYFW: Men’s».

Designers estabelecidos como Daiki Suzuki da Engineered Garments já encontraram o sucesso com alternativas ao desfile e designers jovens e promissores como Abasi Rosborough não têm capacidade financeira para erguer um desfile a solo.

Gallagher vai mais longe e defende que, para designers e marcas, hoje é preferível escolher vias alternativas e «fazer dinheiro» do que optar pelo desfile e «gerar um pouco de buzz». Já o designer Todd Snyder, por seu lado, acredita que integrar a semana de pronto-a-vestir feminino é a melhor estratégia. «Estão todos focados nessa semana», concluiu.



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