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O novo normal

Destaques / Tendências / 4 Novembro, 2016

normcore4normcore5De 15 a 18 de novembro, o evento “WGSN Futures Australia: Creative Edit”, em Melbourne, promovido pela reconhecida plataforma de tendências, vai explorar as tendências-chave da indústria da moda para 2017 e procurar perceber como estas poderão afetar o retalho. O normcore volta a estar em cima da mesa.

O termo cunhado há mais de dois anos pela K-Hole, uma agência de cinco artistas que os media apelidam de “millennial whisperers” (uma espécie de reveladores do que acontece dentro da cultura jovem), é definido pelo Urban Dictionary como «uma subcultura que tem por base a adoção consciente e artificial de itens que caíram no uso generalizado, são aceitáveis ou inofensivos».

Mas por que motivo voltou o normcore – a moda de “ser normal” que despontou em 2014 de mãos dadas com a tendência agender (ver A segunda versão do unissexo) para depois passar o testemunho às claques do athleisure – a erguer-se no horizonte da indústria da moda?

A explicação é, de acordo com os analistas, bastante simples. Mesmo que o normcore pareça ultrapassado – pelo facto de ter alcançado o mainstream há mais de dois anos e de ter tido um apelo massivo graças ao seu denim desgastado, peças em tons cinza e Birkenstocks nos pés –, a WGSN acredita que o normcore não deve ser encarado como uma tendência efémera, mas como uma parte integrante do futuro da moda.

O normcore, em muitos aspetos, é indicativo das razões pelas quais as tendências são alavancadas pelas massas e, por sua vez, desencadeiam movimentos de moda capazes de alterar a forma como os indivíduos se vestem.

Desde que o normcore se afastou dos holofotes, por exemplo, a tendência que se seguiu foi o athleisure (ver As tribos do athleisure). Esta explodiu também nas redes sociais e as diferentes releituras que teve chegaram a corrompê-la.

Porem, caso se olhe para além da expressão e da aceitabilidade das calças de ioga no quotidiano, a tendência ilustra uma mudança profunda naquilo que os consumidores querem das suas roupas, isto é, conforto, flexibilidade e moda capaz de se adaptar ao seu estilo de vida.

Em última análise, do normcore à mudança de atitudes em relação ao género (ver Consumo sem género), do maximalismo (ver Moda hiperbolizada) ao efeito Gucci (ver A cura de Michele), da ascensão do streetwear (ver A alta-costura vai de capuz) como expressão de luxo à “onda coreana” (ver Sangue fresco em Seul), compreender o que está no núcleo dessas tendências e movimentos vai ditar o sucesso ou insucesso das marcas e retalhistas em 2017, segundo o WGSN.

 



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