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O diamante da Coach

Destaques / Marcas / 18 Fevereiro, 2016

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Coach Pre-Fall 2016

​Aproximadamente um terço das bolsas que se passeiam nos EUA carrega a etiqueta da marca. A sua noção de luxo acessível transformou a indústria, é considerada a “Hermès dos EUA” e, este ano, comemora um aniversário de diamante: a Coach nasceu há 75 anos e ainda esta semana o seu outerwear de luxo – via Coach 1941 – desfilou altivo na Semana de Moda de Nova Iorque.

O diretor criativo Stuart Vevers tem vindo a fazer um trabalho louvável na transformação da Coach numa marca cool e jovem desde a sua chegada em 2013.

Em setembro último, ao sexto dia da Semana de Moda de Nova Iorque, a Coach apresentou as suas propostas para a primavera-verão 2016 com um extra: a gama de luxo, com preços mais elevados e de distribuição limitada, “Coach 1941” (ano de fundação da marca), desfilou lado-a-lado com o pronto-a-vestir da marca sob a alçada de Victor Luis, imigrante açoriano que detém a função de CEO. «A coleção tem como pilar o trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos três anos de desfiles na NYFW, em termos de estética e ponto de vista», afirmou o diretor artístico da Coach ao WWD.

A marca norte-americana já vinha a apresentar coleções de pronto-a-vestir na Big Apple há três estações, mas desta feita mostrou o nível seguinte, numa clara aposta de reinvenção. O desfile foi transmitido ao vivo e uma peça da coleção, uma nova visão da “saddlebag”, desenhada por Vevers para homenagear o 75º aniversário da marca em 2016, ficou instantaneamente disponível online e nos espaços físicos (ver Coach de luxo).

Os últimos números da Coach revelam um crescimento de receita anual na ordem dos 45%; que garantiu um salto de 8% nas ações da empresa, quando anunciada em janeiro.

A marca é avaliada pela Forbes em cerca de 8 mil milhões de libras (aproximadamente 10,3 mil milhões de euros), colocando a Coach logo abaixo da Cartier, mas acima da Rolex, no ranking da Forbes das 100 marcas mais valiosas do mundo.

O seu grande atrativo? Luxo acessível.

A Coach foi pioneira nessa apresentação e a primeira marca a vender artigos de couro a preços fora da tabela luxo. Ainda hoje, uma bolsa Coach está na casa das centenas – em vez dos milhares. A Coach abriu o caminho para concorrentes como Kate Spade e Michael Kors.

As roupas (e mais importante ainda, as bolsas) que Stuart Vevers e a sua equipa desenham destacam-se na paisagem lotada e às vezes monótona da moda nova-iorquina por representarem algo. Stuart Vevers gosta de um bom filme – o cinema é, de resto, a sua janela para herança americana da Coach.

Esta temporada, o desfile da marca teve lugar num ginásio de escola recriado. «Quero que tudo pareça… americano», explicou Vevers antes do desfile de terça-feira, 16 de fevereiro, ao The Independent. E é disso que a Coach é feita.

Fundada num loft em Manhattan, em 1941, a marca acompanhou o próprio nascimento da moda americana. Desviados da europa devido à guerra os designers norte-americanos começaram a inovar e a experimentar com noções de praticabilidade, facilidade e dia-a-dia, em vez das formas marcantes dos seus homólogos europeus.

Não obstante, a Coach era algo diferente – uma marca de acessórios americana, a equivalente americana à Hermès ou à Louis Vuitton. E isto talvez isso tenha sido um problema.

Durante anos, a Coach definhou em relativa obscuridade – ou, talvez se possa dizer, num esplêndido isolamento. Sempre foi grande nos EUA.

Fundada na 34th Street, em Nova Iorque, fazia originalmente acessórios masculinos. Em meados da década de 1940, o marido Miles e a mulher Lillian Cahn juntaram-se à Coach: o par era especialista em bolsas e decidiu usar couro, tradicionalmente utilizado para a fabricação de bolas de beisebol, para fazer não só acessórios masculinos, mas, também, femininos.

Depois de comprarem a parte dos seus parceiros, em 1961, os Cahn contrataram Bonnie Cashin, designer inovadora americana de sportswear, que sairia da marca em 1974. Vevers lidera a mais recente encarnação da insígnia, mas o reboot inicial foi cortesia do designer Reed Krakoff – ex-aluno de Tommy Hilfiger e Ralph Lauren –, que garantiu à Coach um lugar no guarda-roupa das americanas.

Em meados da década de 1990, quando Krakoff foi nomeado, o volume de negócios da Coach girava em torno dos 500 milhões de dólares (aproximadamente 448 milhões de euros); hoje, está próximo dos 4,49 mil milhões de dólares.

De acordo com os números de 2015 da Coach, 58,9% do volume de negócios é gerado nos EUA, lar de 462 lojas. E, em 2011, um perfil da New Yorker de Krakoff estimava que 36% de todas as bolsas premium vendidas nos EUA fossem Coach.

Mas talvez seja por isso que a Coach chegou aos 75 anos sem que muitos se aperceberem disso – para a maioria, a marca só surgiu em 1990, quando as suas bolsas com o respetivo logotipo se assumiram como um produto escolhido por legiões de universitárias nos EUA como porta de entrada para o luxo. A insígnia também teve impacto fora de portas com o mesmo produto, nomeadamente na Ásia (das 511 lojas fora dos EUA, 196 estão no Japão e 171 na grande China).

Todavia, atualmente, Vevers está a oferecer algo realmente diferente – ainda carimbado de Coach, mas de forma mais subtil. Para honrar as bodas de diamante da marca, a par da Coach 1941 e dos seus desejados casacos para o outono-inverno 2016/2017, há outras iniciativas programadas para este ano.

 



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