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Moda enfrenta a mudança

Destaques / Tendências / 26 Janeiro, 2017

tendencias3Procurando o conforto no vestuário ou equipando-se com coordenados de inspiração militar, a moda parece estar a preparar a mudança de 2017/2018 – seja ela representada pela saída do Reino Unido da União Europeia, pela chegada de Donald Trump à Casa Branca ou pelas alterações que têm vindo a ser feitas ao calendário tradicional de desfiles.

Face à incerteza política que envolveu o calendário de desfiles de Londres, na mais recente semana de moda masculina da capital britânica, o designer Jonathan Anderson, por exemplo, refugiou-se na estabilidade da tradição. «Camadas sobre camadas, como um mecanismo de defesa. Algo tricotado e aconchegante – o epíteto do trabalho artesanal britânico», explicou o designer à revista digital Dazed sobre o contexto da coleção da sua marca própria.

A celebração do trabalho artesanal atingiu, de resto, um novo patamar no desfile da J. W. Anderson, com o crochet em destaque na passerelle. Anderson, cujas coleções o coroaram como um dos talentos mais promissores da indústria da moda, fundiu contemporaneidade e tradição na coleção outono-inverno de 2017/2018. Ao som de música eletrónica, os modelos marcharam com blocos de crochet em casacos, camisolas, cachecóis, calças e acessórios (ver Londres rebatiza homem).

tendencias2Craig Green aconchegou também os seus modelos, mas em peças bordadas – muito parecidas com as tradicionais carpetes que adornam os lares. Contudo, a tendência de procurar o conforto nos coordenados não se esgotou na passerelle londrina.

Na casa Prada, em Milão, privilegiou-se a normalidade, a simplicidade e a humanidade – no fundo, valorizou-se o que é conhecido, face à incerteza do desconhecido. A coleção teve por base materiais como a bombazina e o couro, «que dão uma sensação de normalidade», segundo Miuccia Prada, diretora criativa da casa que fez desfilar homens e mulheres na mostra (ver Milão a sete chaves).

tendencia1Jeremy Scott, na Moschino, e Donatella Versace responderam ao futuro de forma distinta. Scott foi à luta, com homens camuflados, enquanto Versace apelou à fraternidade.

O anti-exército da Moschino reinterpretou a clássica camuflagem no padrão floral e a estética militar foi intersetada por cores vibrantes, padrões angelicais e tons metalizados. Numa colaboração com o designer de joalharia Judy Blame, as boinas que adornavam os modelos foram personalizadas com alfinetes e botões militares.

Nos bastidores do desfile, Donatella Versace discorreu sobre a ideia de fraternidade e de compreensão e de como, no campo da moda, essa união se expressa no tartan. O padrão tradicional foi retrabalhado em calças e acompanhou toda a coleção no clássico preto e vermelho.



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