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O lado artesanal da American Apparel  

Destaques / Marcas / 11 Maio, 2016

American Apparel1A retalhista americana tem vindo a conhecer os planos de relançamento da nova CEO, Paula Schneider, desde que Dov Charney foi deposto, no final de 2014. Com mais de 300 milhões de dólares em dívidas, a marca entrou em processo de insolvência e conseguiu um acordo com os credores que fixou seis meses para a reestruturação. Recuperado o fôlego, e depois do encerramento de lojas, a próxima investida da American Apparel passa por recrutar o talento de artesãos locais para a sua conceção.

Depois de reestruturar a atividade em fevereiro (ver A queda de uma marca), a American Apparel tem vindo a realinhar a estratégia de negócios com várias medidas de corte de custos, incluindo o encerramento de lojas e alterações na linha de produção. O mais recente movimento da empresa, uma competição denominada “Made in”, visa preencher as prateleiras dos espaços físicos – e da morada online da marca – com produtos desenvolvidos por artesãos locais em vez de serem produzidos na fábrica em dificuldades, localizada em Los Angeles (ver Terramoto em Los Angeles).

Anunciada na semana passada no website da American Apparel, via Create.It, a campanha apela a fabricantes de todo o país com a promessa de 20 mil dólares (aproximadamente 17,6 mil euros) por 500 unidades vendidas à American Apparel.

Para participarem nesta iniciativa, os fabricantes devem fazer o upload de um vídeo da respetiva empresa – e produto – que será votado pelos clientes e por um painel de especialistas que inclui personalidades da Internet como Johnny Makeup.

De acordo com um vídeo divulgado pela retalhista, a American Apparel está à procura de «produtos de couro, artigos de lona, calçado, joalharia, fragrâncias, pequenos artigos de decoração e muito mais». Os produtos devem ser produzidos nos EUA, chegar às 500 unidades em 30 dias e ser vendidos por menos de 100 dólares. Depois de testar até 15 projetos vencedores em 10 lojas, a marca pretende expandir o programa para a rede internacional de mais de 200 espaços e ao endereço online.

O novo programa está em linha com a posição adotada pela CEO Paula Schneider (ver Liderança no feminino) para a terceirização de artigos mais elaborados e consequente foco na produção de básicos que se movimentem rapidamente das prateleiras.

O projeto “Made in” também pretende atrair a geração Y, que tem crescido com opções de lojas de bricolage como a Etsy, workshops e páginas de técnicas DIY (Do it Yourself – Faça você mesmo) e tende a dar valor a artigos feitos à mão e aos produtos locais.

Em última análise, considera a Racked, a American Apparel espera que os brincos, bolsas e porta-chaves resultantes da iniciativa possam ajudar a vender as suas t-shirts e sweatshirts produzidas dentro de portas.

Até ao momento e a 39 dias do final, o “Made in” contabiliza já 19 ideias, 412 interações e mais de 51 mil visualizações.



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