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Hijabs de luxo

Destaques / Marcas / 8 Janeiro, 2016

17-exclusive-dolce-gabbana-abaya-line-1DG-LB-DONNA-PE-16_DUBAI_003 A Dolce & Gabbana revelou, no passado domingo, a sua coleção “Abaya” via Style.com/Arabia. Esta é a primeira coleção da casa de moda italiana desenvolvida especificamente para as consumidoras do Médio Oriente, mercado que tem vindo a estimular a criatividade das marcas e a motivar interessantes propostas, do luxo ao retalho das massas.

A gama incluiu os tradicionais hijabs e abayas em tecidos finos e leves – como seda e cetim – e cores neutras – nomeadamente preto, branco e bege –, sendo que algumas das peças dialogam com a coleção de primavera-verão 2016 da casa e incluem estampados como limões e malmequeres.

A atenção das marcas de luxo e retalhistas pelo mercado muçulmano tem sido particularmente evidente nos últimos anos, sobretudo no Ramadão (ver Corrida ao Ramadão).

A Tommy Hilfiger e a DKNY lançaram coleções cápsula exclusivas, a Monique Lhuillier desenvolveu uma linha exclusiva para o portal Moda Operandi e a Net-a-Porter criou uma campanha comercial intitulada “The Ramadan Edit”, dedicada ao mês sagrado islâmico.

As retalhistas seguiram as coordenadas e a H&M contratou Mariah Idrissi para desempenhar o papel de primeira modelo em hijab para a campanha da marca no outono passado, enquanto a Uniqlo emparelhou-se com a designer britânica Hana Tajima para conceber uma gama de hijabs, blusas e vestidos, que foram vendidos no website da retalhista e em lojas físicas em julho último.

A espanhola Mango e a portuguesa Parfois também ofereceram linhas especialmente dedicadas ao nono mês do calendário islâmico.

 

DG-LB-DONNA-PE-16_DUBAI_001_1280x1920gallery-1452085978-14-exclusive-dolce-gabbana-abaya-line-1Mercado de oportunidades

Globalmente, os muçulmanos gastaram 266 mil milhões de dólares em roupa e calçado em 2013. Este valor é maior do que os gastos do Japão e da Itália juntos, de acordo com um relatório recente da Thomson Reuters. O documento refere ainda que esse número poderá alcançar os 484 mil milhões já em 2019.

O mercado muçulmano de moda feminina está ainda relativamente inexplorado, o que significa que os designers e retalhistas incumbidos de responder a essa demanda só vão continuar a crescer.

O Pew Research prevê que o número de muçulmanos no mundo seja igual ao dos cristãos em 2050, juntamente com o impressionante poder de compra dos seus constituintes. «Globalmente, a população muçulmana é jovem e em crescimento demográfico», analisou Reina Lewis, professora de estudos culturais no London College of Fashion e autora do livro “Muslim Fashion: Contemporary Style Cultures”. «Isso faz dos muçulmanos um segmento de consumidores muito importante para o que quer que seja», acrescentou em declarações à Fortune.

A coleção da Dolce & Gabbana está à venda exclusivamente nos Emirados Árabes Unidos.

 



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