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Goucam reinventa-se

Destaques / Marcas / 9 Junho, 2017

A produtora de vestuário deu a volta à sua coleção e tem um visual mais fresco para seduzir novos clientes. Da mente criativa do designer Vítor Rego saíram os coordenados que dão corpo à nova estratégia da Goucam, da qual poderá até fazer parte a marca própria.

A coleção própria é a mais recente aposta da Goucam, que depois de ter reforçado a sua capacidade produtiva nos últimos anos, dedica agora maior atenção ao design. «Sentimos a necessidade de nos dar a conhecer de outra maneira», justificou o CEO José Carlos Castanheira, num artigo publicado na edição de abril do Jornal Têxtil (ver O negócio da moda).

A nova coleção, com o cunho do designer Vítor Rego, que começou a trabalhar com a empresa no verão passado, é uma «reviravolta muito grande», confessou o CEO ao Jornal Têxtil, mas as primeiras reações, colhidas nas feiras do sector, como a Première Vision Manufacturing (ver Confeção mexe com o tempo em Paris), fazem crer que o caminho para o futuro é este.

«Fizemos uma alteração de imagem e as pessoas aderiram melhor, chama mais a atenção. Estamos a tentar também com esta mudança de imagem, com esta estratégia, ver quando podemos valorizar e começar a comercializar a marca e a coleção completa», revelou José Carlos Castanheira.

«Temos uma coleção que já estaria praticamente pronta para ir diretamente para o mercado, e há alguma apetência já em termos de retalhistas, mas queremos criar mais vontade, queremos que seja o mercado a pedir-nos», acrescentou o CEO. Para já, contudo, «vamos com calma», sublinhou. «Temos de consolidar os investimentos que já estão feitos e quando surgir a marca própria para ir para o mercado, será uma estrutura independente», explicou ao Jornal Têxtil.

Nos últimos quatro anos, a Goucam, que trabalha em private label, investiu quase 5 milhões de euros na área produtiva. «Montámos uma unidade só de corte, um investimento de 2,5 milhões de euros. Abrimos a confeção em Castelo Branco há três anos e fizemos uma nova unidade de calças», enumerou José Carlos Castanheira.

Estes investimentos contribuíram para o aumento do volume de negócios, que no ano passado cresceu 30%, para quase 17 milhões de euros tendo em conta todo o grupo Goucam. «Foi um bom ano tanto em termos de faturação como em termos de produção», reconheceu o CEO, admitindo que «foi resultado de um trabalho que vinha a ser feito», incluindo «a aposta em alguns clientes, com o crescimento com o nosso cliente principal, que é a Massimo Dutti».

Com um efetivo de 410 pessoas – 13 das quais integradas no início do ano, após uma formação em parceria com o Modatex –, o grupo, que exporta praticamente toda a sua produção, quer também apostar em novos mercados. «O nosso principal mercado é o espanhol e tentamos alargar. Estamos em Inglaterra, EUA e Dinamarca, mas queríamos desenvolver mais», afirmou o CEO da Goucam ao Jornal Têxtil.



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