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Destaques / Marcas / 31 Maio, 2016

c5bd057775a286230c539e15c4e00cd5fst_lb_ss16_005_1366x2048Desfrutando da rampa de lançamento dos grandes armazéns britânicos Selfridges, há um conjunto de jovens marcas que está a remodelar a moda com preocupações éticas e pensamentos verdes, garantindo, em simultâneo, a renovação do talento experimental londrino e um futuro sustentável para a indústria.

Nas últimas estações, houve uma mudança acentuada no que ao contexto da moda sustentável diz respeito, evoluindo da sua dependência da moralidade ética para um elemento comum ao processo de design de uma marca. A questão da sustentabilidade deixou de estar confinada aos armários de hippies e a moda moderna – e, inclusivamente, o próprio mundo moderno – depende da adoção coletiva de uma atitude crítica quando se trata de aprovisionamento e produção dos artigos de vestuário.

No início do ano, a iniciativa “Bright New Things”, evolução natural da plataforma Bright Young Things dos grandes armazéns (que têm, ao longo dos últimos cinco anos, apoiado uma variedade de talentos criativos emergentes, incluindo Simone Rocha e Anna Lomax) e que procura defender aqueles que «colocam a sustentabilidade e a inovação no design lado a lado com as suas práticas», deu a conhecer, ao longo de 10 semanas, os 10 talentos emergentes que mais se destacam neste segmento.

Agora, a revista Another procurou pelas marcas que mais amadureceram e selecionou o trio a ter no radar.

 

Faustine Steinmetz

«Como pessoa e cliente nunca me preocupei muito com a sustentabilidade», refere Faustine Steinmetz, cujo denim e intrincado trabalho manual de assinatura rapidamente estabeleceram a marca epónima como uma das adendas mais aplaudidas da Semana de Moda de Londres. «Mas no dia em que decidi começar a minha marca, senti que tinha a responsabilidade de fazer as coisas de forma correta», explica.

As peças de Faustine Steinmetz evitam o uso de couro e apostam no trabalho manual, algo que «complica muito mais as coisas no dia-a-dia». A defesa do consumo sustentável de Steinmetz alastra-se ainda à preocupação com o trabalho precário em unidades fabris e com o sofrimento animal. «Preocupo-me com os direitos dos animais, os direitos humanos e a proteção do meio ambiente, e acho que o maior obstáculo é o excesso de consumo», afirma a designer que recentemente firmou parceria com a marca Cheap Monday (detida pelo grupo H&M) numa coleção cápsula que brinda ao denim. «Acho que se conseguirmos inspirar os clientes a ficarem animados sobre a compra mínima (coleta de artigos de qualidade em vez de compras em quantidade) e sobre a proibição de couro nos seus guarda-roupas, então o impacto desta indústria seria consideravelmente menor».

 

 

UnMADE

UNMADExINT_Shop«A sustentabilidade sempre foi um foco importante para nós», começa por explicar Ben Alun-Jones, recém-saído do Royal College of Art e membro do coletivo UnMADE, a marca que acredita no poder de uma só peça. Recorrendo a um tear que faz peças customizadas, na UnMADE é possível obter (apenas) uma camisola, personalizada pelo cliente. Ou cem. Não há regras, mínimos ou máximos.

Mais do que isso, a marca oferece uma experiência de artesanato moderna – que procura incentivar aqueles que usam as peças a explorar o processo de criação, trabalho geralmente enclausurado em fábricas localizadas fora do raio de alcance do consumidor. «Acreditamos plenamente que os designers devem colocar a sustentabilidade no centro do que fazem», sublinha Alun-Jones. «Apenas requer mais consciência do verdadeiro custo de onde os materiais ou produtos vêm e não escolher apenas a opção mais barata ou mais fácil».

 

Hiut Denim

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Quando a fábrica de denim localizada em Cardigan Bay, no País de Gales, fechou portas, a região despediu-se de um dos principais empregadores (a fábrica era responsável por 400 postos de trabalho e, como tal, 10% da economia local).

Em 2009, David e Clare Hieatt deixaram para trás a marca Howies, fundada pelos dois em 1995, e era tempo de tentar algo novo. David encontrou então a sua missão – reerguer a indústria de jeans que outrora garantia emprego a quatro centenas de pessoas em Cardigan Bay.

A fábrica produz atualmente 100 pares de jeans por semana e emprega 15 pessoas. Cada par demora 80 minutos a fazer e envolve 75 processos. «Oferecemos reparações gratuitas aos nossos jeans para toda a vida. As pessoas percebem que a melhor coisa que podemos fazer pelo meio ambiente é oferecer algo que dure», explica David Hieatt sobre a pegada ecológica da Hiut Denim.



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