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Causas e consequências da cor

Destaques / Tendências / 18 Janeiro, 2017

cor3Até aos meados do século XIX, a menos que se pertencesse à aristocracia, o vestuário orbitava uma paleta acastanhada. Eventualmente, alguém acabaria por descobrir os corantes sintéticos e as roupas foram salpicadas de cor. Mais do que isso, a cor ganhou significado, comprometeu-se com estados de espírito, aceitação social, tendências de moda, etc.

Para esta primavera-verão, a fashionup.pt já anunciou três tons vencedores: o verde eleito do instituto Pantone (ver 2017 pinta-se de verde), o rosa das passerelles (ver As 50 sombras de rosa) e o amarelo da 7.ª arte (ver Alerta amarelo). Mas, em qual investir? A resposta tem várias camadas.

A psicóloga Lynda Shaw descodifica, em declarações ao jornal The Telegraph, a importância da cor em sociedade. «Pode parecer superficial, porque é roupa, mas todas as coisas que estão relacionadas com as roupas – a autoestima, ansiedade, o julgamento dos pares – são uma realidade», afirma. Sobretudo, aparentemente, quando se trata do ambiente de trabalho. «Se a pessoa vai a uma entrevista de emprego ou está a tentar fechar um negócio, é muito importante que a julguem favoravelmente. E o vestuário que usa vi fazer a diferença», garante.

cor7Lynda Shaw cita a propósito um estudo sobre primeiras impressões efetuado em 2013 pela universidade de Hertfordshire. Neste estudo, um grupo de pessoas analisou as fotografias de vários homens sem ver os seus rostos e só teve a oportunidade de olhar para as imagens durante cinco segundos.

Sem que se apercebessem, as pessoas estavam a formular juízos de valor com base nas roupas que aqueles homens vestiam. «As pessoas rapidamente afirmaram que os homens de fato tinham sucesso, mais confiança, salários mais altos e eram mais flexíveis», revela Shaw reforçando, simultaneamente, o poder da aparência e a subjetividade das avaliações.

cor11A cor tem um papel particularmente importante neste campo. «As cores mudam as opiniões sobre as pessoas», reconhece Polly Holman, professora no London College of Fashion. «As cores que combinam com as pessoas atuam com a sua paleta de cor natural e ajudam a que a pele pareça mais saudável, que as feições fiquem mais definidas e os olhos maiores», aponta. Por isso, os benefícios de usar a cor “certa” são «enormes», na opinião da professora do London College of Fashion. «A pessoa vai parecer mais saudável e isso vai transmitir mais confiança aos outros».

Neste contexto, Holman procura ainda explicar o que acontece quando uma cor não funciona. A regra de ouro é que quanto mais escuros os olhos, cabelos e pele, mais forte é a cor que a pessoa pode usar. Quanto mais leve o seu padrão de cor natural, mais indicados serão os tons pastéis.

«A temperatura das cores também deve ser considerada. São amarelas [quentes] ou azuis [frias]? As cores com base no amarelo não ficam bem se a pessoa tem a pele rosada, mas ficam bem em tons mais dourados. Peles rosadas, olhos azuis e cabelo claro tendem a ficar melhor em cores com base azul», explica Polly Holman, professora no London College of Fashion. Mas, mais do que isso, o outono e o verão têm por base o amarelo, o inverno e a primavera são de base azul.

cor9Por último, é também preciso ter em conta a luminosidade, algo que é mais fácil do que parece, porque está relacionado com o tecido. «Uma cor num tecido muito liso será brilhante. A mesma cor numa peça com textura ficará mais mate», explica Holman.

Polly Holman resume esta informação num guia de cor que garante funcionar. Chama-se “Blink Test” e convida a pessoa a ficar em frente ao espelho com roupas coloridas e a piscar os olhos. «Quando a pessoa abre os olhos, se primeiro vir a cor, então a cor está a usar a roupa e não o contrário», afirma Holman. «Se a pessoa se vir primeiro a si, então está a vestir a cor, o que significa que combina consigo», acrescenta.

A autora Kassia St Clair escreve, a propósito, no seu novo livro “The Secret Lives of Color” que, ao longo dos anos, a cor tem sido abordada sob diferentes prismas, considerada uma distração e, até, um pecado. St Clair revela, por exemplo, que, já em 1810, o alemão Johann Wolfgang von Goethe terá afirmado que «as nações selvagens, as pessoas sem educação e as crianças têm uma grande predileção por cores vivas».



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