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As regras do jogo

Destaques / Tendências / 29 Junho, 2015

showpic_el100 this-is-not-a-plus-size-woman…Estão a mudar. Desde o início do ano, modelos com deficiência desfilaram na semana da moda de Nova Iorque. A cantora Rihanna assumiu-se como a primeira embaixadora negra da Dior. E a modelo transexual Andreja Pejić fez o seu comeback às passerelles, depois da sua cirurgia, em Londres. Parece que os castings de moda começam a ter renovados (e diversificados) rostos, observa a Dazed.

A Lorde Inc é um exemplo dos ventos de mudança que se fazem sentir na seleção dos novos rostos da indústria.

A agência de modelos londrina fundada em 2013 tem vindo a debater-se pela causa da diversidade nos castings de moda, encetando uma rebelião pela inclusão.

«Graças à internet, as pessoas de todo o mundo estão cada vez mais familiarizadas com todos os tipos de indivíduos, rostos e identidades, e começam a perceber como a moda é insular», revelou Nafisa Kaptownwala, fundadora daquela agência de modelos, à Dazed.

O facto de a assistência começar a questionar a homogeneidade de cores e corpos nas passerelles das casas de moda internacionais está a desencadear uma pequena grande revolução nos castings.

A conversa já não engloba apenas altura e peso, mas questões que incluem raça, deficiência e identidade de género.

As marcas começam a abraçar a mudança, nem que seja para arrecadar ovações em pé nas redes sociais – cada vez mais importantes na consciência de marca e, claro está, nas vendas.

 

O tamanho não importa

Quando é que tudo isto começou? No final do ano passado, quando a modelo plus-size Myla Dalbesio surgiu num anúncio da Calvin Klein tendo iniciado, precisamente, o debate em torno do que constitui o “plus-size”.

Embora nenhuma distinção tenha sido feita pela marca para separá-la das outras modelos, incluindo Jourdan Dunn e Ji Hye Park, nas imagens, os comentários da imprensa categorizando-a como “plus” provocou indignação.

Em fevereiro, a inclusão da modelo plus-size Robyn Lawley no swimsuit issue da revista Sports Illustrated reacendeu o debate.

«Por que motivo estamos tão focados em ter a mulher a caber na roupa, em vez de ter as roupas a encaixarem na mulher?», terá questionado Lawley.

No mês passado, o movimento de hashtag #DropThePlus, estimulado pela modelo australiana Stefania Ferrario, começou a chamar a atenção da indústria para a escolha de «modelos de todas as formas, tamanhos e etnias», pedindo que se abandonassem os «rótulos enganosos».

 

Abraçar a diferença

Os desfiles de outono-inverno 2015, ocorridos em fevereiro e março, sofreram uma vaga de decisões em prol da mudança.

Em Londres, a modelo Andreja Pejić fez o seu regresso às passerelles, depois de se ter submetido à cirurgia de mudança de sexo.

Já Nova Iorque tentou esbater a fronteira do género em muitos dos seus desfiles; viu desfilar a atriz com Síndrome de Down, Jamie Brewer, conhecida pelo seu papel na série American Horror Story, num momento histórico para a moda; enquanto Jack Eyers se tornava no primeiro modelo amputado a atravessar a passerelle.

 

Colorir horizontes

Embora as passerelles apresentem, em norma, cerca de 80% de modelos brancos, também houve algumas declarações refrescantes neste campo durante o último trimestre. Kanye West estreou a sua coleção de colaboração com a Adidas com um grupo de modelos streetcast que se rebelaram contra a homogeneidade, variando em altura, peso, tipo de corpo e raça.

Também a Balmain, aos comandos de Olivier Rousteing, escolheu uma trupe de modelos de cor para a sua passerelle em Paris.

No mês passado, a estrela pop Rihanna fez correr muita tinta depois de ter sido anunciada como a primeira porta-voz negra da Dior, em quase 70 anos de história da casa e, na semana passada, Soo Joo Park tornou-se na primeira embaixadora asiático-americana da gigante L’Oréal.

É a prova de que os grandes players da indústria da moda estão a alargar e a colorir os seus horizontes numa tentativa de melhor representarem a diversidade da sociedade. E embora seja verdade que ainda há um longo caminho a percorrer, 2015 parece ser o ano em que a moda sofreu, finalmente, o abanão de consciência necessário quando se trata da seleção do seu elenco principal.

 



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