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Alta-costura de portas abertas

Desfiles / Destaques / 13 Julho, 2017

Naquela que foi a edição dedicada ao outono-inverno 2017/2018, a semana de alta-costura abriu as portas a duas marcas americanas de pronto-a-vestir – Rodarte e Proenza Schouler – e honrou um dos seus mais reputados anfitriões, Karl Lagerfeld.

Se, entre tantas mudanças feitas ao calendário tradicional, o pronto-a-vestir tem vindo a esbater os contornos que outrora o definiam, o seletivo grupo escolhido pela Chambre Syndicale de la Haute Couture continua a cumprir a tradição.

Americanas em alta

Num calendário marcado pelos aniversários de algumas das casas mais icónicas, a semana de cinco dias da alta-costura ouviu o tiro de partida com os desfiles das marcas americanas convidadas. A Proenza Schouler pausou a sua participação na semana de moda de Nova Iorque, em setembro, e antecipou a apresentação da coleção primavera-verão 2018.

A dupla criativa da marca, Jack McCollough e Lazaro Hernandez, propôs vestidos cocktail com silhuetas abstratas que deixavam os ombros descobertos, sobreposições de rendas e pelo e corpetes de couro.

Já a Rodarte, marca fundada pelas irmãs Kate e Laura Mulleavy, surpreendeu os presentes com uma coleção que fundia diferentes referências. Os acessórios das modelos estavam repletos de gipsófilas e, nos pés, as botas texanas deram o tom. Os vestidos de chiffon partilharam a passerelle com looks em couro e, ainda, com propostas florais.

Prata da casa

Depois da estreia das convidadas, a chave da passerelle foi entregue às veteranas Dior, Schiaparelli, Chanel e Valentino, entre outras, que mantiveram viva a essência da alta-costura com os desfiles mais marcantes para a próxima estação fria (ver Tradição é o que era em Paris).

A Dior, agora sob a alçada criativa da designer italiana Maria Grazia Chiuri, partiu num safari inspirado pela vida de mulheres como a exploradora Freya Stark ou a piloto Amy Johnson, conduzido por 50 tonalidades de cinzento.

Nesta que foi também a coleção comemorativa dos 70 anos da casa de moda francesa, Chiuri contou ainda ter mergulhado nos arquivos do fundador, Christian Dior, ficando particularmente impressionada com os modelos de alfaiataria que invadiram o guarda-roupa masculino no pós-guerra.

Em passerelle, destacaram-se os fatos-saia e os casacos compridos – intersetados por jogos de transparências fluidos e femininos.

Com uma história ainda mais longa, que começou em 1927, a Schiaparelli revelou uma coleção sofisticada e artística.

Os motivos surrealistas – dos esquemas de cores inspirados pela obra de Joan Miró ao universo de Salvador Dalí – cruzaram a passerelle em silhuetas leves, jogos de transparências e sobreposições.

Sempre um dos momentos mais aguardados da semana de alta-costura, o desfile da Chanel regressou ao Grand Palais, no qual foi instalada uma réplica da Torre Eiffel – para conseguir o efeito surpresa que sempre envolve as mostras da casa.

Karl Lagerfeld recebeu das mãos de Anne Hidalgo, a presidente da câmara de Paris, a medalha Grand Vermeil e os mais de 60 coordenados da coleção serviram de homenagem às raízes parisienses da casa de moda.

Os chapéus que acenavam a Coco Chanel foram combinados com os intemporais casacos de tweed e fatos-saia. No decorrer do desfile, sobressaíram os detalhes modernos, como lantejoulas, penas e mangas exageradas e a mostra fechou com um look nupcial com mangas adornadas de rosas.

Marcas em mudança

Os vestidos que contam a história da Valentino continuam a fazer parte das propostas de Pierpaolo Piccioli, mas o diretor criativo não deixou de depositar novas camadas no universo criativo da casa de moda pela adição de capas e outfits mais próximos do quotidiano e, até, da estética athleisure – composta por calças e golas altas.

Já na Armani Privè, a paleta foi escurecida, resultando em looks mais sóbrios do que o habitual. A coleção contrapôs alfaiataria e vestidos de festa, numa abordagem mais conceptual.

A Maison Margiela, na era John Galliano, apostou em modelos desconstruídos e silhuetas oversized, com peças basilares do guarda-roupa feminino a ganharem novas proporções e expressões.

Iris Van Herpen voltou a desafiar as fronteiras entre moda, arte e tecnologia e a coleção de alta-costura outono-inverno 2017/2018, apresentada no Cirque d’Hiver, explorou o universo do fantástico mundo aquático – intersetando ar, água e espaço.

Algumas das peças – que acompanhavam o movimento das modelos – foram desenvolvidas em estreita colaboração com o arquiteto canadiano Philip Beesley, conhecido pelas suas instalações imersivas. Muitas das propostas foram feitas num metal leve, cortadas a laser em padrões de renda e moldadas à mão.

Já no papel de diretor criativo da Fendi, Karl Lagerfeld encerrou a temporada de desfiles de alta-costura para o outono-inverno 2017/2018. O tema floral dominou o alinhamento, visitado por tons pastel e transparências.



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