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A magia de Mandela

Tendências / 11 Dezembro, 2013

Uma aura de grandeza e de simplicidade, mas também um passo de dança inimitável, camisas coloridas e um sorriso desarmante: a “magia de Madiba”, nome do clã de Nelson Mandela, entrou na linguagem corrente da África do Sul. O mundo guarda a imagem do primeiro presidente negro da África do Sul democrática realizando esses memoráveis passos de dança à saída da sua solene cerimónia de tomada de posse, em maio de 1994. A silhueta longilínea, enrijecida pelos anos e pela prisão, mas inegavelmente dentro do ritmo, e o imenso sorriso.

O swing de Madiba tinha nascido. Difundido pelas rádios, copiado pelos artistas de rua, não havia reunião, conferência do Congresso Nacional Africano ou visita a escola onde o Presidente, e depois ex-Presidente, não fosse desafiado a executá-lo.

Indissociáveis também do personagem, as “camisas Madiba”. Uma variedade infinita de amplas camisas de seda multicolores de um alfaiate de Abidjan usadas por fora das calças, alongava ainda mais a silhueta. Uma felicidade para os fotógrafos, apesar da proibição de flashes por causa dos malefícios causados nos seus olhos pelo trabalho na pedreira em Robben Island. «Nenhum outro Presidente do mundo teve um impacto tão grande na moda», afirmava uma loja sul-africana de pronto-a-vestir num cartaz que desejava em 1999 uma boa aposentadoria a Mandela.

Adulado tanto pelas crianças dos “guetos” como pelos chefes de Estado frequentemente surpreendidos a implorar aos fotógrafos uma pose ao lado do ídolo aquando das cimeiras internacionais, Mandela seduzia todos à sua volta pela sua simplicidade e aparente inocência, mascarando um grande instinto político e um certo sentido do espetáculo.

A “magia de Madiba” era também a capacidade de interromper uma sessão do Conselho de Ministros para saber sobre o estado de saúde de uma jornalista grávida, ir tocar o ventre redondo com as suas enormes mãos de ex-boxeur, perguntar quando deveria dar à luz. «É capaz de se abrir e dizer coisas que outros não poderiam dizer sem perder a dignidade», dizia, sobre ele, a sua esposa Graça Machel. Roelf Meyer, ex-ministro e depois negociador do fim do apartheid, conta ter-se apercebido da dimensão do carisma de Mandela quando, logo após a libertação do prisioneiro político em 1990, viu dezenas de militares brancos colocarem-se em fila indiana para apertar a mão do velho homem, antigo “terrorista”.

A admiração não cessou de crescer quando, apartando-se da gestão política quotidiana, Mandela vestiu o hábito de “avô da Nação” e de “ícone mundial da reconciliação”, segundo as palavras do arcebispo Desmond Tutu. Deificado ainda em vida, Nelson Mandela tornou-se o “Super-MadibaMan”, como ostentou uma série de t-shirts sul-africanas que o representaram como um super-herói do género da banda desenhada americana.








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