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A boa matemática da Moda Operandi

Destaques / Marcas / 7 Janeiro, 2016

12moda-blog480 MTIwOTEwMDQwMjY4OTIwNzIyEm 2015, a Moda Operandi apresentava uma faturação na ordem dos 68 milhões de dólares (63 milhões de euros), um aumento de 46 milhões em relação ao ano anterior. Em 2020, a CEO Deborah Nicodemus espera que a empresa alcance os 500 milhões. A matemática parece estar do lado da retalhista de luxo online erguida em 2011.

Parte do plano que deverá guiar a Moda Operandi a este último valor inclui as vendas da coleção de noivas, lançada na primavera passada, depois da equipa da retalhista ter percebido que oito dos seus vestidos mais vendidos em 2014 eram brancos.

Os vestidos de noiva de marcas como Monique Lhuillier e Naeem Khan podem facilmente atingir os 10 mil dólares e, se a eles se adicionar um par de sapatos, uma clutch e joias, o valor da encomenda dispara. A Moda Operandi auxilia ainda o processo em offline, ao oferecer reuniões privadas nos seus showrooms de Londres e Nova Iorque.

A plataforma foi criada em 2011 pelas cofundadoras Lauren Santo Domingo e Aslaug Magnusdottir, que perceberam que sempre que alguém procurava por um coordenado desfilado na passerelle de uma capital da moda, se via entorpecida pelos compradores dos grandes armazéns de luxo. A Moda Operandi apresentou, então, a solução para a lacuna, oferecendo online os looks das passerelles, com encomendas antecipadas das peças mostradas em Nova Iorque, Paris ou Londres (ver Caso do vestido).

«A Bergdorf Goodman oferece 10 looks por coleção e são os mais conservadores», revela Lauren Santo Domingo, a cofundadora e fashion insider da Moda Operandi, à Forbes.

A plataforma de comércio eletrónico firmou parceria com designers e casas de moda, muitos dos quais ainda sem presença online, e desde logo contou com Tony Florence, da New Enterprise Associates, como principal investidor. «Não havia alternativas», afirma Florence. «Não havia, a não ser a Net-A-Porter, que tem vindo a crescer tanto que se tornou mass market», explica. E, desde que Deborah Nicodemus subiu a bordo, em 2013, depois da saída de Aslaug Magnusdottir, o fosso entre a plataforma e as suas rivais apenas cresceu.

A Net-A-Porter, ainda que se mantenha como o principal jogador deste segmento, viu a sua fundadora e principais executivos demitirem-se antes da retalhista se fundir com o grupo Yoox. Nesta concorrente, o valor medio dos cestos de compra nos EUA rondam os 78 dólares, nada comparado com o valor da Moda Operandi, que ronda os 2 mil dólares e chega a atingir os 7.800 durante as semanas de moda, quando os clientes estão mais predispostos a comprar looks totais. «As mulheres dizem, especificamente “quero o look número 3 da Oscar de la Renta”», conta Lauren Santo Domingo, acrescentando que «não há ninguém com estes números».

Nos últimos dois anos, a Moda Operandi investiu em tecnologia para facilitar a compra de elevadas quantias. As clientes podem criar, inclusivamente, uma lista de desejos para as semanas de moda via aplicação (App), recebendo informação quando as peças ficam disponíveis para compra – o que normalmente acontece uma hora depois de terminar o desfile.

Atualmente, o crescimento da retalhista online na Europa e no Médio Oriente está a ultrapassar a sua performance em solo americano – as vendas para o exterior representam já 30% das receitas, mas Deborah Nicodemus espera que o número alcance os 50% rapidamente. A CEO quer, a este propósito, abrir um showroom com entrada limitada a clientes com convite algures no Médio Oriente, para servir a sua mais exclusiva clientela local de forma similar ao que já faz em Belgravia, Londres, num dos espaços de eleição dos membros da realeza e oligarcas britânicos.

Foi, de resto, em Londres que a plataforma vendeu o colar de rubi de 413.000 dólares, o artigo mais caro até à data. No entanto, o recorde pode rapidamente deixar de morar nesta peça, uma vez que a Moda Operandi tem para venda um par de brincos de diamantes no valor de 480.000 dólares.

 



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