A moda encontra a arquitetura numa aliança criativa estabelecida entre a marca italiana MaxMara e o novo Whitney Museum of American Art, projetado pelo arquiteto Renzo Piano, em Nova Iorque.
As esferas da arte, arquitetura e moda são frequentemente sobrepostas, como um diagrama de Venn. O novo museu Whitney é um excelente exemplo disso.
O edifício de 9 andares, com o telhado assimétrico e exteriores de aço e vidro está cheio de luz, abriga mais de 21 mil obras de arte e pretende transformar o Meatpacking District, em Manhattan, num novo centro cultural.
«A nossa esperança é que a luz e a transparência dos espaços e a arte sejam capazes de criar um intercâmbio cultural entre o museu e a comunidade, e com a cidade numa escala mais ampla», explicou o arquiteto italiano ao The Independent.
Além de ter bebido a inspiração para a sua coleção pré-outono no edifício, Ian Griffiths, diretor criativo da MaxMara, alistou-se com Renzo para projetarem uma bolsa, a Max Mara Whitney, que replica as nervuras da fachada do museu.
Uma espécie de arte para transportar, disponível em preto, castanho, e bordeaux.
Todos os lucros obtidos com a venda das bolsas serão doados à fundação Piano Renzo, que ajuda a financiar projetos culturais e educacionais.
A moda sempre olhou para a arte como inspiração, basta recordar as colaborações de Elsa Schiaparelli com Dali e Cocteau e os anos de Marc Jacobs na Louis Vuitton, que resultaram uma série de projetos com Richard Prince, Stephen Sprouse e Takashi Murakami.
Parece que a arquitetura se começa a assumir como a próxima fonte (vejam-se as apresentações das coleções resort da Chanel, Louis Vuitton e Dior), uma vez que as marcas de moda precisam de deslumbrantes edifícios para abrigar os seus estúdios, lojas e, cada vez mais, as coleções de arte.
Frank Gehry projetou a recém-inaugurada Fundação Louis Vuitton, em Paris, e apenas alguns dias antes, a Fundação Prada abriu portas em Milão, pelas mãos de Rem Koolhaas.
No entanto, o envolvimento da MaxMara com o mundo das artes não é novo, já que desde 2008 a família Maramotti se empenha em mostrar o que há de novo neste segmento. Em 2008 anunciaram o lançamento de uma galeria de arte com 48 salas em Reggio Emilia, Itália, sem contar com a criação do prémio MaxMara Art Prize for Women, atribuído em parceria com a Whitechapel Gallery, de Londres.
Etiquetas: Arquitetura, Marcas, MaxMara
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