Recentes

Homens aqueceram em Londres

Desfiles / Destaques / 12 Janeiro, 2016

IMG_8983 IMG_8984_1 IMG_8990A London Collections: Men (LC:M) continua a assumir-se como um dos eventos mais interessantes dentro do calendário da moda masculina. O evento londrino arrancou na última sexta-feira e terminou ontem, 11 de janeiro, dando o tiro de partida para os desfiles de menswear para o outono-inverno 2016/2017. Entre as marcas consagradas, como Burberry, Alexander McQueen ou J.W. Anderson, passaram também pela capital britânica os talentos emergentes do segmento, com Hugo Costa, Mafalda Fonseca e KLAR a representarem a frente portuguesa.

Desde que ergueu a sua primeira passerelle, em 2012, o evento organizado pelo British Fashion Council permitiu que, quer o talento doméstico, quer aquele vindo para lá das fronteiras mostrassem, a cada temporada, um novo homem, oferecendo uma alternativa aos designers e marcas consagrados e uma plataforma para os emergentes reinterpretarem e desconstruírem os eixos da masculinidade.

Nesta temporada, a Dazed selecionou alguns dos jovens designers a ter no radar (e a seguir no Instagram).

A fashionup.pt juntou-lhe o talento dos designers e marcas nacionais que levaram a qualidade do design de moda português ao Vitoria House nestes últimos dias.

 

Craig Green (@instagram.com/craig_green_uk)

Lançou a marca epónima em 2012 depois de concluir os estudos na Central Saint Martins e é o nome do momento. As propostas do designer britânico de 29 anos, apresentadas pela primeira vez a solo para a primavera-verão 2015 e consideradas pela crítica como um verdadeiro “momento de moda”, procuram reformular os ideais do menswear e estão alicerçadas numa abordagem utilitária ao vestuário – o designer trabalha o conceito de uniforme. No outono-inverno 2015/2016 Green fez a sua primeira campanha publicitária, fotografada pelo reconhecido Nick Knight, que foi publicada gratuitamente em veículos como Another Man, Sunday Times Style, Dazed and Confused, Purple Magazine, Man About Town, etc.

Ganhou o British Fashion Award na categoria Emerging Menswear Designer em 2014 e foi finalista do LVMH Young Fashion Designer Prize em 2015.

Em dezembro, um coordenado seu foi distinguido pelo Fashion Museum, em Bath, Inglaterra, para “Dress of the Year”, por capturar o espírito atual da moda e representar parte do que foi o último ano na indústria (ver O coordenado do ano).

 

Josh Reim (@instagram.com/josh_reim)

O designer sediado em Montreal, Canadá, lançou a sua primeira coleção com apenas 15 anos. Este ano, e agora com 18 primaveras, pisou a passerelle da capital britânica pela primeira vez, onde apresentou as suas propostas para a próxima estação fria.

Conhecido pelo seu estilo “americano”, o designer tem vindo a estabelecer contacto com alguns dos mais importantes compradores da indústria.

As peças de Reim não têm um género como destino, mas uma pessoa, podendo transitar entre homem e mulher sem qualquer necessidade de catalogação, em mais um brinde ao vestuário unissexo.

 

Rory Parnell Mooney (@instagram.com/roryparnellmooney)

Entre as capitais internacionais de moda, Londres continua a apresentar uma atitude anárquica e, nas últimas temporadas, o trabalho de Mooney tem difundido essa mesma mensagem.

Nos coordenados do designer, o preto ganha destaque, a par dos volumes justapostos com um design minimal.

Inspirado pelo vestuário de rituais – que dá corpo, por exemplo, a longos robes e túnicas –, o designer irlandês tem vindo a desenvolver peças imbuídas de conotação política.

 

Cottweiler (@instagram.com/cottweiler)

A marca da dupla Ben Cottrell e Matthew Dainty olha para o streetwear numa perspetiva fresca, criando interpretações modernas para os clássicos da rua. Também são conhecidos pela pesquisa e uso de materiais novos e inteligentes.

A dupla produz ainda filmes e instalações que já foram exibidos no Institute of Contemporaray Arts (ICA), em Londres. Apesar de ser uma marca de vestuário de homem, os seus designs captaram a atenção de FKA Twigs, com a dupla a ter criado peças especiais para a primeira digressão a solo da cantora no Reino Unido.

 

Alex Mullins (@instagram.com/alexmullins111)

Mullins é um designer cujas inspirações o destacam entre as multidões da LC:M.

As suas roupas apoiam-se em contradições: quer seja no fabrico, com peças de couture misturadas com denim; quer seja no tema, que pode viajar entre o cowboy americano híper-masculino e o mundo do lendário cineasta John Waters.

Ainda que balançados nestas dicotomias, os designs de Alex Mullins não deixam de ser algo que as pessoas querem, realmente, vestir.

 

Pieter (@instagram.com/pieter_office)

A marca apoiada pela plataforma NEWGEN apresenta uma versão inteligente do vestuário de trabalho.

Formado pelo London College of Fashion, o designer Sebastiaan Pieter explora o lado homoerótico da masculinidade.

Dos longos brincos às extensas túnicas, passando pelas frases vindas do Grindr (aplicação móvel utilizada pela comunidade gay), como “Masc” e “Fun Now”, as ofertas da Pieter procuram ironizar certos códigos subculturais, sempre com um pano de fundo marcado pela qualidade do design.

 

Vaga nacional

O calendário da LC:M recebeu ainda as coleções dos jovens designers Hugo Costa, e Mafalda Fonseca e da marca KLAR, coletivo formado por Alexandre Marrafeiro, Andreia Oliveira e Tiago Carneiro, que mostraram as suas coleções num showroom patente no edifício Victoria House.

 

Hugo Costa (@instagram.com/hugo_costa_label)

Hugo Costa concluiu, em 2008, o Curso de Design de Moda e Têxtil na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Em 2006 foi um dos finalistas do Concurso Acrobatic, competição onde arrecadou o prémio de Melhor Coordenado Masculino em 2009 e 2010, sendo que nesse último ano mereceu também o título de “Melhor Coleção”.

Tem vindo a desenvolver coleções de vestuário e ilustração de estamparia para diversas empresas nacionais, nomeadamente a Cutting, a BECIGbasilius, a LCDInovação e Design, a Dicapri, a CPM – Criação e Promoção de Moda e a Confecções Bugalhós.

Já desenvolveu também coleções de calçado para empresas como a Landina e a Artur Pinho. Atualmente colabora na empresa Malha Apertada, onde desenvolve coleções de estamparia e de vestuário em malha circular, para apresentar a clientes internacionais, entre os quais o Grupo Inditex.

Em setembro de 2012 tornou-se formador da Escola de Moda do Porto (ver Corredores de escola), um trabalho que o designer disse à fashionup.pt ser «altamente compensador» e no qual se sente «constantemente renovado».

As coleções de menswear de assinatura unissexo são apresentadas no Portugal Fashion desde outubro de 2010, primeiro no espaço Bloom e atualmente na passerelle principal. Na estação passada mostrou, pela primeira vez, uma coleção com denim (ver Ano novo, novo denim).

 

Mafalda Fonseca (@instagram.com/mafaldafonseca_brand)

Mafalda Fonseca concluiu, em 2012, a formação em Design de Moda no Modatex, Porto. Durante o a sua formação, teve a oportunidade de fazer um estágio extracurricular com o designer Ricardo Dourado. Desenvolveu ainda nesse período uma coleção cápsula para a primavera-verão 2012.

Em maio de 2012 foi distinguida com o 2.º lugar do concurso l’Aiguille d’Or. Completou o seu percurso académico com um estágio curricular no Atelier des Creatéurs, onde desenvolveu conhecimentos na área de alfaiataria, principalmente na vertente do vestuário masculino.

Em outubro de 2012 apresentou a sua coleção de final de curso no espaço Bloom Portugal Fashion, em representação do centro de formação Modatex.

Em fevereiro de 2014 participou numa exposição em Londres, representando Portugal no Internacional Fashion Showcase, uma iniciativa no âmbito do Portugal Fashion que repetiu em 2015.

Nos últimos dois anos, a par da sua marca epónima – que desfila na passerelle do espaço Bloom (ver Os rapazes dela) – Mafalda Fonseca tem trabalhado como designer de menswear na Mike Davis, fragmentação que para a jovem designer representa o seu «lado racional» e onde pode perceber aquilo «o que é comercial, aquilo que o mercado procura».

 

KLAR (@instagram.com/klarstudio)

A KLAR é uma marca jovem, inovadora e sofisticada que oscila entre a aplicação da tecnologia e da sustentabilidade – tendo recebido o selo de aprovação da PETA no final de 2015, integrando a lista de marcas vegan da organização.

Com assinatura conjunta de Alexandre Marrafeiro, Andreia Oliveira e Tiago Carneiro, o design da KLAR aponta para um universo criativo individual. As ideias transitam entre coleções e os materiais são reutilizados e repensados. «Sempre que uma coleção termina, trazemos coisas dessa coleção», explicou à fashionup.pt Andreia Oliveira. «Achamos que tem a ver um pouco com sustentabilidade. Para quê deixar ideias inacabadas anteriormente e não acabar com elas e acrescentar um pouco mais?», advogou ainda a designer.

 

A viagem às reinterpretações do universo masculino continua em Milão, de 15 a 19 de janeiro.

 



Etiquetas: , , ,




Notícia Anterior

Guiões de moda

Próxima Notícia

A alternativa de Ford




Sugestões

Guiões de moda

«Tudo o que aprendi, aprendi com os filmes». A frase é atribuída a Audrey Hepburn e, se por um momento se pensar que a icónica...

12 Janeiro, 2016   
RECEBA A NEWSLETTER
Dos desfiles às tendências, designers e eventos, a fashionup.pt leva as últimas notícias da moda diretamente à sua caixa de correio.
Os seus dados não serão partilhados com terceiros.
GET THE NEWSLETTER
From runway shows to trends, designers and events, fashionup.pt takes the latest fashion news straight to your inbox.
Your information will not be shared with any third party.
CONTACT US
Please contact us with any editorial or advertising questions.
Thank You. We will contact you as soon as possible.
Contacte-nos
Para questões editoriais ou de publicidade, por favor contacte-nos.
Obrigado. Entraremos em contacto o mais breve possível.
RECEBA A NEWSLETTER
Dos desfiles às tendências, designers e eventos, a fashionup.pt leva as últimas notícias da moda diretamente à sua caixa de correio.
Os seus dados não serão partilhados com terceiros.