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Cultura / Destaques / 30 Dezembro, 2015

bc098204-85a1-4d01-b680-299f8d5c8b0f2016 será um ano bissexto e a moda terá mais um dia para brindar os comuns mortais com vislumbres do mundo dos sonhos. Mas, antes das 12 badaladas, importa rever o ano que agora termina, numa volta ao globo à boleia da indústria.

Dança das cadeiras no luxo, fusão de marcas, apostas altas no universo digital, impressão 3D, a moda e o desporto, a moda e a arte, o “não” aos géneros e as novas velocidades na fast fashion – 2015 foi um ano cheio na indústria da moda.

A fashionup.pt acompanhou o que de mais importante aconteceu na soma de meses que tem agora o seu desfecho e preparou uma revista de imprensa com o fator moda sublinhado.

 

Sem géneros

Ainda que um estudo do motor de busca Google considerasse, em abril, que este era um assunto em declínio, depois de ter chegado ao seu pico (ver Google entra na moda), muita tinta correria ainda sobre o tema que procura esbater as fronteiras entre os géneros (ver Código binário).

No início deste ano, aquando das propostas para a estação fria de 2015, as marcas pareceram ignorar as fronteiras do género. Etiquetas como a Comme des Garçons, Rick Owens e Rad Hourani já vinham a fazer isto há uns anos. A Gucci e Prada seguiram os passos. A Vêtements, Telfar e Public School elevaram a fasquia.

O conceito não foi, porém, exclusivo das passerelles. Os grandes armazéns Selfridges revelaram a campanha Agender no início do ano e, para lhe renovar o estatuto, o instituto Pantone apresentou, não uma, mas duas cores para 2016 (ver São gémeos).

 

Despedidas…

Alexander Wang (Balenciaga), Raf Simons (Dior), Alber Elbaz (Lanvin). Três despedidas em pouco mais de três meses e todas parcerias de sucesso que trouxeram prosperidade às casas de moda às quais emprestaram o rasgo criativo. Wang soube regressar às raízes da Balenciaga e regá-las com uma visão fresca e jovem – foi substituído por Demna Gvasalia (ver O novo homem do leme), Simons promoveu uma simbiose perfeita entre o luxo e a high street na Dior – as próximas coleções da marca serão desenhadas pela equipa de design da casa – e Alber Elbaz tudo fez para honrar o legado de Jeanne Lanvin – ainda sem substituto (ver Passo acelerado).

 

… e fusões

O ano ouviu o adeus da Band of Outsiders (ainda que esteja agendado o regresso com diferente fórmula em 2016), da Reed Krakoff, da Kris van Assche e, há semanas, da Jonathan Saunders. O plano de consolidação da Burberry (ver O tudo em 1 da Burberry) resultou no adeus à Burberry London, Burberry Brit e Burberry Prorsum, sendo que o mesmo já havia acontecido em março, altura em que Marc Jacobs anunciou o fim de linha Marc by Marc Jacobs (ver Fim de linha?).

As marcas Donna Karan (ver O adeus de Donna Karan) e Victoria Beckham adotaram a mesma estratégia. Também Vivienne Westwood já revelou a intenção de reduzir o número de linhas que assina para duas (metade das atuais).

 

Fast fashion a toda a velocidade

A mais recente estratégia da Mango apresentou-se, ainda este mês, como o próximo passo da fast fashion: lançamento quinzenal de novos produtos já a partir de fevereiro de 2016, o fim dos catálogos impressos e um novo compromisso com a investida digital (ver Acelerar a fast fashion). A acompanhar de perto está a já estabelecida Zara (ver O exemplo vem da Zara), pioneira deste modelo e exímia na tradução do luxo para o idioma do retalho (ver A fina arte da cópia).

 

Moda e desporto

No espírito da corrida entrou não só o retalho, mas também o luxo. A tendência athleisure dominou todos os meses de 2015 (ver 12 meses de athleisure) e, segundo os especialistas, veio para ficar. As sapatilhas mataram o salto alto e, este ano, não houve quem não tivesse apostado na compra de um par de calçado desportivo – as Stan Smith da Adidas foram as eleitas à escala global (ver 2015 na desportiva), mas o futuro pertencerá àquelas impressas a 3D (ver Corrida a três dimensões).

 

Moda e arte

A pergunta “a moda é arte?” tem vindo a motivar diferentes respostas desde que começou a colocar-se no seio da indústria (ver Os artistas). Este ano, várias foram as figuras – como Miuccia Prada e Patrizio Bertelli – a adicionar-lhe campos de resposta (ver Expressão artística). Na moda o destaque vai ainda para a dupla Viktor & Rolf – que na apresentação da sua coleção de outono-inverno 2015/2016, na Semana de Alta-Costura de Paris, elevaram a moda ao estatuto de arte (ver Plástico e arte), e no outro polo, para Marina Abramović – a proficiente performer que tem vindo a escrever o seu nome desde 1970, em peças que exploram os limites do corpo. As suas colaborações mais notáveis na esfera da moda têm em Riccardo Tisci o mais destacado parceiro (ver O rei da festa).

 

Presos na rede

Na indústria da moda, a exclusividade costumava revelar-se dispendiosa… até à entrada em cena da tecnologia e do democrático acesso à Internet. Em tempo de dispositivos móveis e redes sociais, o luxo desceu do pedestal e deixou-se tocar pelos comuns mortais. Nas redes, o Instagram é o novo menino bonito (ver Cinco anos, com filtro) e o comércio eletrónico começa a ocupar o centro das atenções das marcas (ver Corrida digital). A portuguesa Farfetch sabe destacar-se com mestria nos dois territórios (ver Historial de luxo).

 

Dois homens com planos

Alessandro-Michele-Vogue-22Jan15-Twitter-Gucci_bNo banco dos acessórios, esperou 13 anos até ouvir o seu nome. Ainda assim, Alessandro Michele sagrar-se-ia o melhor jogador no campo da Gucci contra ela própria. O atual diretor criativo da casa italiana é uma lufada de ar fresco no luxo e concedeu à Gucci o estatuto de “história do ano” no livro da indústria da moda.

A marca estagnada da era de Frida Giannini renasceu pelas mãos de um criador envolto numa vibração andrógina, retro e surreal (ver A cura de Michele).scott-trindle-j-w-anderson-vogue-oct13-26sep13-b_1280x1920

Considerado um dos designers mais interessantes do seu tempo (ver O curador), J. W. Anderson arrecadou este ano, em simultâneo, os prémios mais cobiçados dos British Fashion Awards: designer do ano de womenswear e menswear para a sua marca epónima, algo inédito na vida do evento.

Este foi também o segundo ano consecutivo em que o designer de 31 anos – que tem ainda a seu cargo os destinos da Loewe, insígnia do conglomerado de luxo LVMH – levou para casa o prémio para menswear (ver Premiar a moda).

 

 

Um país

2015 prestou particular atenção ao design de moda chinês, em parte graças à gala do Met (ver A cultura chinesa na moda) e ao reconhecimento de Guo Pei (ver Os novos membros). E, ainda este mês, a i-D propôs uma viagem ao universo dos talentos emergentes durante a última Mercedes-Benz China Fashion Week, que decorreu no final de outubro, em Pequim (ver Ano chinês).

 

A nova geração

Estão nas mãos da nova guarda do design de moda os 366 dias que arrancam esta semana. Aqui, o destaque vai para o Sangue Novo do repositório nacional (ver Grupo sanguíneo: novo), para a passerelle cintilante do espaço Bloom (ver Olhar em frente) e para a dupla de sucesso internacional Marques’Almeida (ver Marques’Almeida conquista LVMH), sem esquecer os corredores das escolas que lhes colocaram o lápis do futuro nas mãos (ver Corredores de escola).



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30 Dezembro, 2015   
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